sábado, 26 de junho de 2010

POEMA SEM DONO

Entre tantas baboseiras talvez o verdadeiro dono um dia reencontre encontre e se desencontre neste poema e o reconheça para si. Eita inspiração que me fez escrevê-lo...


Do último raio de sol, dos primeiros pingos de chuva, hei de roubar o brilho.
E das estrelas outro tanto, e pô-lo em teus olhos para lembrar que nada mais belo há de existir em outro canto.
Tu és encanto!
E testemunharei contra ti, certa de que me tens feito prisioneira das tuas palavras e gestos.
Ao prender-me me perdi em teu universo, me alimento do teu sorriso e das poucas coisas que me dizes, insensatas e verdadeiras.
Ao encontrar-me em ti inteira, o farei crer naquilo que dizem de almas-gêmeas, que por este mundo erram até encontrar sua outra metade, e dos destinos entrelaçados, e dos amores ao primeiro olhar e dos eternos amantes que reconhecem-se e conhecem aquilo que os humanos tolos e poetas, os demônios, os deuses  e profetas não ousam duvidar.
Me deste fôlego e vida, serás presente, chegada e partida, em mim farás verões, primaveras e invernos.
E a ti, meu amor será como os segredos do universo, ocultos e complexos.
Só tu tens a chave para meus segredos e amores, te permita algum dia desfrutar, ainda que em dores, aquilo que reservou vosso destino.
Não tenhas medo, dê-me tua mão e eu te ensino.
Só não deixe de saber da verdade, talvez seja cedo, talvez seja tarde.
Eu nunca fui hora certa em tua vida.
Porque aquilo que trago n’alma não tem pressa nem calma, já há muito não sou só tua amiga.
Porém siga, o espaço que aqui tu tens não pertencerá a outro e nunca poderia pertencer de verdade, não é para esta vida o amor que trago por ti, mas para a eternidade.”




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