sexta-feira, 13 de julho de 2012

A NATUREZA DO SER, PELO SER DA NATUREZA

Fui, sob feição humana, modelada externamente.
Fêmea dotada de cachos loiros, olhos verdes, pele alva, corpo e mente.
Mas o corpo interno é flora e fauna. Natureza completa.
Ora sou forte como o carvalho na delicada primavera, ora sou frágil como a borboleta no rigoroso inverno.
Sou o gelo eterno, a busca da andorinha pelo orvalho da manhã.
As árvores que perdem suas folhas no outono, esperando um novo amanhã.
Como a vida que se renova a cada chuva de verão.
É a Natureza que pulsa na minha criação.
Tenho a agilidade de um felino.
Luto pela sobrevivência com perspicácia de um lobo.
E no meu destino também está a busca pelo novo.
Então me renovo, mudo de pele como a serpente.
Abandono as cascas, mas as cicatrizes são eternas.
São como as marcas deixadas em árvores pelos humanos.
Cortes profundos, que sangram em forma de seiva até cicatrizar.
Neste meu ser, vivem em harmonia o interno e o externo.
Para conhecer os dois, basta saber decifrar.
É na profundidade que me revelo.

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