segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O SIM E O NÃO (VII)

Covarde. Foste covarde ao despertar meus sentimentos sem que pudesses correspondê-los. Covarde, insensível e ardiloso, me enfrentaste desprovida de armas e escudos. Insensível, não percebeu quão frágil eram meus sentimentos. Entrelaçaste-me em tuas palavras tal qual fazem as aranhas em suas teias. Caí presa e aos poucos tiravas-me o fôlego. Sorte minha que teu descuido é maior que teu esforço, e por entre as brechas dessa fina teia, escapei ilesa ao teu veneno mortal. Aprendi a desviar de tuas artimanhas, tão óbvias e vazias. Quanto mais tentas me convencer com tuas palavras, mais te enredas em tua própria armadilha.


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