terça-feira, 22 de janeiro de 2013

JÁ FOI MAIS FÁCIL...


Saudade do tempo em que o amor era mais simples. Daquele tempo em que o amor significava longas cartas com versinhos e corações, jurando eternidade. E a eternidade do amor era composta dos momentos em que olhares significavam mais do que palavras. Em que simples sorrisos satisfaziam os desejos. Em que apenas um "oi" correspondido era motivo para longos devaneios rabiscados em minha agenda. Em que o rosto gelava, o corpo transpirava e o coração disparava com um simples toque de mãos. Não precisava de muito para sentir o amor. Ele mostrava-se em pequenos instantes coloridos aos meus olhos. Saudade daquele tempo em que o amor era mais ingênuo e contentava-se em sê-lo. Era o amor em silêncio, em passos lentos, sem pressa ou necessidade de correspondência. Amor em segredo, mas sem medo. Saudade do tempo do amor sem pausas ou reticências, do amor das horas e horas interpretado em letras de músicas, ao som dos passos, suspiros e batidas do coração. Do amor colorido, nascido e vivido sem tempo. Do amor sem momento, sem dor. Um dia, amar já foi mais fácil. Mais limpo, mais doce, mais tranquilo. O amor já foi mais amor.

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