sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

SOBRE O AMOR E O "GOSTAR POR CONVENIÊNCIA"

Existem dois tipos de sentimentos inicialmente semelhantes e que causam grande confusão em nossas vidas. Um deles chama-se amor, o outro chama-se "gostar por conveniência". Apesar de muito semelhantes em suas bases, eles nada têm em comum. Mas essa diferença só conseguimos perceber com o passar do tempo. São como dois irmãos que nascem da mesma mãe, mas ao longo dos anos adquirem personalidades totalmente diferentes. O amor pode nascer em qualquer lugar, em qualquer ocasião e de qualquer pessoa para qualquer pessoa. É um sentimento semelhante a uma árvore, que começa a encravar suas raízes no coração logo que nasce, e a cada dia, regado e cuidado, cresce vistoso em bases fixas e seguras. Os ventos, podem até balançar seus galhos e fazer com que algumas folhas secas se soltem, mas na base, continua firme se o solo do coração for forte e fértil. O amor significa comprometimento, delicadeza e cuidado. Não há carinho que sustente um relacionamento onde a entrega não é mútua, onde não há dedicação e cumplicidade. Quando é amor, não existe distância longe o bastante, nem falta tempo, pois amor é laço simultâneo, é doação. O que o difere do sentimento chamado "gostar por conveniência". Esse, também pode nascer em qualquer lugar, ocasião, e de qualquer pessoa para qualquer pessoa. Mas geralmente é plantado em um coração sem terra. É como um buquê de rosas esquecido em um vaso qualquer. As rosas, vistosas e cheirosas, servem de agrado só por alguns momentos. Para o deleite de quem as recebe, são usadas para enfeitar o momento, persuadir, convencer pela falsa beleza. Quem "gosta por conveniência", não planta uma roseira para que ela cresça e dê flores, não planta uma árvore para que ela cresça e dê frutos. Não tem o cuidado de regar, adubar, dedicar atenção e tempo. Quem "gosta por conveniência", sempre prefere aquilo que lhe é mais conveniente e mais cômodo. Quando necessita de um momento de carinho, enfeita este momento com um buquê de rosas que logo murchará. Esse é o "gostar por conveniência". Sustentado por flores mortas e frutos que não têm sabor. O segredo da vida está em plantarmos sempre. Ainda que em solo ruim, o amor pode nascer. Mas em um coração sem terra, não há possibilidade de amor. Para estes, estão reservados o "gostar por conveniência", o alimentar-se do outro. O viver de artificialidades e superficialidades.

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