quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

JANEIRO


Em tempos do calor noturno de janeiro, que deita-se ao lado na cama e deleita-se do corpo inteiro, a vida parece tardia em seu andar. Os dias demoram-se a passar e as noites estreitam o sono. O mormaço febril invade sonhos. A brisa tão desejada, timidamente visita as janelas. Já não se espera por ela. Suplica-se apenas o ar. Puro e simples ar de janeiro, anunciando um ano que ainda inteiro, seja por calor ou frio, nos fará sufocar. O que nos resta é respirar. 

Um comentário:

  1. continuas interessante e roubando o ar com esse jeito de escrever...
    bjoks!

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