terça-feira, 22 de janeiro de 2013

JÁ FOI MAIS FÁCIL...


Saudade do tempo em que o amor era mais simples. Daquele tempo em que o amor significava longas cartas com versinhos e corações, jurando eternidade. E a eternidade do amor era composta dos momentos em que olhares significavam mais do que palavras. Em que simples sorrisos satisfaziam os desejos. Em que apenas um "oi" correspondido era motivo para longos devaneios rabiscados em minha agenda. Em que o rosto gelava, o corpo transpirava e o coração disparava com um simples toque de mãos. Não precisava de muito para sentir o amor. Ele mostrava-se em pequenos instantes coloridos aos meus olhos. Saudade daquele tempo em que o amor era mais ingênuo e contentava-se em sê-lo. Era o amor em silêncio, em passos lentos, sem pressa ou necessidade de correspondência. Amor em segredo, mas sem medo. Saudade do tempo do amor sem pausas ou reticências, do amor das horas e horas interpretado em letras de músicas, ao som dos passos, suspiros e batidas do coração. Do amor colorido, nascido e vivido sem tempo. Do amor sem momento, sem dor. Um dia, amar já foi mais fácil. Mais limpo, mais doce, mais tranquilo. O amor já foi mais amor.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

TANTO FAZ...

Sou útil até o primeiro suspiro, até a declamação do poema, até que a alegria transborde o copo e revigore a alma. Depois que entrego tudo que tenho sou posta à parte como um rastro que marcou mas já é passado. Quem olha para trás verá as marcas que já se confundem ao solo seco. Sou quadro negro onde gastou-se giz. Apagam-me e caio como pó. Em fragmentos minúsculos que um dia já foram palavras com significados. Um rosto que só é útil com sorriso. As marcas que a vida deixou pouco importam à quem procura o belo. Estranham-me quando transpareço. Arrancam-me o que convém e esperam que eu continue sendo fortaleza. Os heróis também sangram.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

SOBRE O AMOR E O "GOSTAR POR CONVENIÊNCIA"

Existem dois tipos de sentimentos inicialmente semelhantes e que causam grande confusão em nossas vidas. Um deles chama-se amor, o outro chama-se "gostar por conveniência". Apesar de muito semelhantes em suas bases, eles nada têm em comum. Mas essa diferença só conseguimos perceber com o passar do tempo. São como dois irmãos que nascem da mesma mãe, mas ao longo dos anos adquirem personalidades totalmente diferentes. O amor pode nascer em qualquer lugar, em qualquer ocasião e de qualquer pessoa para qualquer pessoa. É um sentimento semelhante a uma árvore, que começa a encravar suas raízes no coração logo que nasce, e a cada dia, regado e cuidado, cresce vistoso em bases fixas e seguras. Os ventos, podem até balançar seus galhos e fazer com que algumas folhas secas se soltem, mas na base, continua firme se o solo do coração for forte e fértil. O amor significa comprometimento, delicadeza e cuidado. Não há carinho que sustente um relacionamento onde a entrega não é mútua, onde não há dedicação e cumplicidade. Quando é amor, não existe distância longe o bastante, nem falta tempo, pois amor é laço simultâneo, é doação. O que o difere do sentimento chamado "gostar por conveniência". Esse, também pode nascer em qualquer lugar, ocasião, e de qualquer pessoa para qualquer pessoa. Mas geralmente é plantado em um coração sem terra. É como um buquê de rosas esquecido em um vaso qualquer. As rosas, vistosas e cheirosas, servem de agrado só por alguns momentos. Para o deleite de quem as recebe, são usadas para enfeitar o momento, persuadir, convencer pela falsa beleza. Quem "gosta por conveniência", não planta uma roseira para que ela cresça e dê flores, não planta uma árvore para que ela cresça e dê frutos. Não tem o cuidado de regar, adubar, dedicar atenção e tempo. Quem "gosta por conveniência", sempre prefere aquilo que lhe é mais conveniente e mais cômodo. Quando necessita de um momento de carinho, enfeita este momento com um buquê de rosas que logo murchará. Esse é o "gostar por conveniência". Sustentado por flores mortas e frutos que não têm sabor. O segredo da vida está em plantarmos sempre. Ainda que em solo ruim, o amor pode nascer. Mas em um coração sem terra, não há possibilidade de amor. Para estes, estão reservados o "gostar por conveniência", o alimentar-se do outro. O viver de artificialidades e superficialidades.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

HORA DO PÂNICO: O QUE FAZER E O QUE NÃO FAZER

Coisas que aprendi com filmes de terror (e que levo como ensinamento para o caso de passar por alguma situação parecida): a) Se perceber algo de errado, se alguém da sua turma sumiu repentinamente, faça o que todos dizem para não fazer: entre em pânico, pois provavelmente você e sua turma estão em uma cilada. Não percam tempo chamando seu amigo que sumiu de idiota e achando que ele está se escondendo de propósito e vai voltar, pois essa hora, o corpo dele já está dilacerado em algum armário à sua espera; b) sempre que tiver oportunidade, mate o bandido, monstro, vampiro, estuprador, maníaco, lobisomem, psicopata, louco ou qualquer que seja o seu adversário, e quando matar, certifique-se que ele está realmente morto. Eu disse SEMPRE!; c) nunca acredite se um amigo seu disser para você ficar onde está e que ele vai voltar logo. Você sempre fica esperando feito um idiota e ele nunca volta; d) mantenha-se em grupo, mas de preferência, num grupo de homens. Não por eles serem mais fortes e corajosos, mas porque mulheres, ao verem sangue ou estarem em situação de terror, geralmente são escandalosas e gritam sem parar; e) pegue sangue de algum companheiro seu que já tenha ido dessa para melhor, esfregue em seu corpo e rosto e se o inimigo chegar perto, finja-se de morto (vai que cole!); f) preferencialmente, se estiver se abrigando dentro de uma casa, fuja para a rua correndo muito, mas muito mesmo, na primeira oportunidade. Ambientes fechados são como armadilhas, fica muito mais fácil para o inimigo controlar a presa. Ao ar livre você tem um campo maior de ação, direção e visão; g) Não faça coisas idiotas do tipo sair de um local "seguro" para procurar um telefone. Os telefones NUNCA funcionam nessas situações; h) use e abuse do fogo. O fogo mata praticamente todo tipo de inimigo e faz um estrago muito maior que um tiro, um machado ou uma faca. Por isso, se tiver que escolher entre um isqueiro ou fósforos e uma faca, escolha sempre os primeiros, pois se você encontrar pólvora ou qualquer combustível, tá feito o terrorismo; i) não pense em salvar um amigo seu que esteja pedindo socorro com uma artéria furada, sem uma parte do corpo ou muito machucado. Não queira dar uma de herói em uma hora dessas. Para alguns casos, não há solução. Uma pessoa que perde muito sangue ou tem algum órgão vital atingido, raramente sobrevive até o socorro chegar (e nesses casos, sempre demora). Tentar socorrê-la colocando-a sentada em algum local dizendo para ela ficar calma e que você vai buscar ajuda não vai resolver nada. Dê a extrema unção, e se tiver estômago, acabe logo com o sofrimento dela; j) mantenha-se vivo e cuide de você. Nesses casos extremos, o importante é não perder a cabeça (literalmente).

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

E TENHO DITO! (I)

É notório que os modos de flerte evoluíram com sites de relacionamento como o Facebook. Já os homens, ah... estes, por mais evoluídos e moderninhos que estejam, continuam usando os velhos truques nada inteligentes na tentativa de seduzir as mulheres! Sabe aquele carinha que anda te fazendo elogios, exaltando tua beleza e inteligência, curtindo tuas fotos, comentando tuas postagens, enfim, te fazendo sentir a mulher mais especial e única do mundo ao se mostrar interessadíssimo em ti? Pois é. Basta favoritá-lo (na lista com estrelinha amarela no canto esquerdo da tua página) e saberás que este mesmo carinha também usa esses elogios e artifícios com uma lista de outras mulheres. Ou seja: no mesmo momento em que ele te chama de "linda" no chat, provavelmente também está flertando com outras... Por isso, desconfie sempre e na dúvida, favorite-o. Assim saberás se o cara é ou não um bom investimento. Não sei quanto às outras mulheres, mas eu particularmente gosto de me sentir única e odeio saber que faço parte desse tipo de "listinha" masculina. Odeio me sentir ÚNICA, quando na verdade sou SÓ MAIS UMA.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

BALA DO TROCO

Ser um tronco torto,
tijolo quebrado que serve de banco.
A bala do troco,
a página em branco.
O destempero,
o desgosto e o lado oposto.
A história sem rosto,
o desespero.
Espero a resposta.
Procuro a saída.
O tempo não volta
na escolha da vida.