segunda-feira, 25 de março de 2013

DESGOSTO

Perder o gosto, embora ainda reste-me afeição, deu-se por inevitável diante de tua desonestidade ao fitar-me os olhos, acompanhado de palavras de bom grado. Suponho destas artimanhas, valer-se para demonstrar sentimentos que não tens. A habilidade com que encenas a busca por de alguém de valores que corresponda aos que supostamente tens, encobre todo teu desprezo e insensibilidade diante de quem deixa transparecer por ti, afeto e admiração.

quinta-feira, 21 de março de 2013

SILÊNCIO

Entre muitas coisas que falei, e outras tantas que não disse, o pensamento vem em forma de um silêncio encantador. Esse soneto quase mudo, em um coração vazio de sonhos, seria perturbador. Mas a esperança que carrego no peito, decifra as notas e de algum jeito as transforma em amor.